Feito para te apaixonar um pouco nas delícias do nosso nordeste!

Origem do Acarajé

A palavra acarajé tem origem africana e quer dizer ‘comer bola de fogo‘ (akará, significa bola de fogo, e jé significa comer). O nome desse prato típico surgiu a partir de uma lenda de um casal Xangô (orixá dos raios, trovões, fogo e justiça) e sua esposa Iansã, uma deusa responsável pelos ventos e tempestades.

A lenda diz que Iansã procurou Ifá, um oráculo africano, para buscar comida para o marido Xangô. O oráculo falou para a esposa que quando o marido comesse deveria contar para o povo. Ao partir, Iansã desconfiou e comeu antes de levar a ele, porém nada aconteceu. Quando chegou em casa, deu a comida a Xangô e disse as recomendações. Quando comeu foi contar ao povo e fogo saiu de sua boca. Iansã ficou nervosa e correu para ajudá-lo, mas de sua boca também saiu fogo e o povo começou a chamá-lo de grande rei de Oyó (do fogo).

Assim, no candomblé, os acarajés são feitos para orixás com algumas recomendações:

  • – Fritos e com tamanhos específicos;
  • – O primeiro bolinho sempre é ofertado à Exu;
  • – Grandes e redondos devem ser ofertados à Xangô;
  • – Pequenos ofertados para Iansã, obás (que são ministros de Xangô) e erês (agem como intermediários entre uma pessoa e o seu orixá).

Esses bolinhos possuem um vínculo forte com a religião. Para a venda do produto, é importante que a vendedora esteja com trajes específicos: fios de conta, traje, pulseiras, pano da costa, além de respeitar a comida e os dias dedicados aos deuses, e também seguir a forma tradicional de prepará-lo. No Rio de Janeiro, o acarajé é feito com azeite doce e pode ser oferecido aos deuses que não tem preferência pelo dendê.

De acordo com as tradições, nas sextas não se deve cozinhar comidas de cor (temperadas), como aquelas feita com dendê para não desrespeitar Oxalá. Mesmo sendo vendido de maneira ‘profana’, o quitute ainda é sagrado para as baianas e portanto, sua receita deve ser mantida e preparada apenas por filhos de santo. Mas, alguns ainda contestam, afirmando que a comida não deveria ser feita apenas por pessoas do candomblé.

Baião de Dois é uma receita típica do Nordeste, especialmente do estado do Ceará. Existem diversas formas de fazer um baião de dois, mas os principais ingredientes da mistura são o feijão verde e o arroz.

O termo ‘Baião’ vem do nome de uma dança típica que foi muito difundida pelo cantor que ficou conhecido em todo o Brasil como o “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga. Pelo prato ser um dos mais populares na região, ganhou até música criada pelo cantor e o compositor Humberto Teixeira.

O prato teria surgido num período de muita seca do nordeste e para não desperdiçar comida, a população costumava misturar os ingredientes com arroz e feijão. Com o passar do tempo, a receita foi sendo aprimorada e foram acrescentados outros ingredientes escolhidos pelos cozinheiros.

A receita popular de baião de dois leva carne de sol, arroz, feijão verde, queijo coalho e manteiga de garrafa. É um prato que não necessita de acompanhamento, mas geralmente, é servida em restaurantes com os mais variados, tais como paçoca de carne seca, farofa, mandioca, etc.


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